Dá para reduzir a taxa de condomínio?

By 21.11.16 , ,


É muito agradável morar em um condomínio no qual podemos usufruir, além de bons vizinhos, uma excelente piscina, área de lazer para as crianças, uma bela área verde e um bom espaço para churrascos e festas. Contar com serviço de portaria 24 horas e áreas comuns bem limpas e conservadas torna a experiência de morar em condomínio ainda mais prazeroso. É claro que todo esse conforto tem um custo e no final do mês a conta deverá ser paga, doa a quem doer.

Atualmente a taxa de condomínio está se tornando uma dor de cabeça para muitos moradores, está virando algo medonho. Com a renda sendo achatada devido a crise econômica que atravessamos, esta taxa já compete com despesas como alimentação, escola e o próprio aluguel. Tenho dois apartamentos em um condomínio cuja taxa acabou de ser elevada novamente e o pior, não percebo qualquer benefício que justifique tamanho reajuste de 20%. Será que não há como reduzi-la?

Para que o custo do condomínio seja reduzido é preciso que o síndico e a maioria dos condôminos tenham muita disciplina, vontade e perseverança. O síndico deverá ter pulso forte e liderança e identificar juntamente com os moradores quem são os grandes vilões dessa história.

Segundo as administradoras de condomínio, os fatores que mais pesam nos custos dos condomínios são:

Folha de pagamento e encargos (40% a 50%) - Como a folha de pagamento e encargos é um dragão top, devemos estar atentos com as horas extras e a taxa de rotatividade. Horas extras demais podem indicar que seja o momento de contratar mais um funcionário e elevada taxa de rotatividade pode ser um sinal de falha na contratação. O pessoal que trabalha no condomínio deve ser bem treinado e antes de contratar alguém a entrevista deve ser levada muito a sério.

Conta de energia elétrica, água e telefone (20% a 30%) - As contas dos serviços públicos pertencem a ala intermediária dos vilões e exigem uma boa dose de criatividade e vontade de todos para serem combatidas. Existem soluções já pré-definidas e exaustivamente testadas como:

  • Implantação de painéis solares e bombas de calor
  • Coleta de água de chuva e reaproveitamento
  • Hidrômetro para cada apartamento
  • Vaso sanitário com duplo acionamento
  • Lâmpadas de LED nas áreas comuns
  • Sensores de presença nos corredores
  • Apenas um elevador funcionando em horários de pouco movimento

E porque as medidas acima não são implantadas em muitos condomínios? O custo inicial pode até ser um pouco elevado mas, no médio/longo prazo, os resultados compensarão e muito.

 

Contrato de manutenção, elevadores, bombas e seguros (15%) - Revise sempre os contratos.

Despesas administrativas, bancárias, fundos de reserva e pequenos reparos (10%) – Ficar sempre atento a estas despesas administrativas e bancárias. Será que há uma maneira de reduzi-las? As despesas com pequenos reparos podem ser minimizadas desde que se faça uma boa inspeção periódica para identificação de rachaduras, canos entupidos, tubulações de esgoto com problemas, etc.. Nada melhor que um formulário do tipo check list com vistorias a serem executadas periodicamente.

É fato que o condomínio não pode deixar de arcar com os pagamentos das contas de salários, ou deixar de realizar manutenções preventivas, portanto, o condomínio não pode arrecadar menos do que gasta. Literalmente os condôminos estão no mesmo barco e nada melhor que sensibilizá-los e estimular a gestão participativa. Quando esta cultura for implantada a taxa de condomínio deixará de ser um problemão para voltar a ser uma conta que valha a pena pagar devido a boa relação custo/benefício oferecida. Aliás, se essa cultura fosse implantada nos condomínios, o valor de mercado das unidades poderia até subir, pois, quem não valoriza um lugar onde todos se preocupam com o patrimônio comum?


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